2 de junho de 2026

SINPREV participa da Semana do/a Trabalhador/a, promovida pela SRTE-AL

Com o tema “Fim da Escala 6×1”, o Superintendente Regional do Trabalho e Emprego em Alagoas, Cícero Filho, abriu os trabalhos da Semana do Trabalhador e da Trabalhadora Alagoana entre os dias 27 a 29 em Maceió. Fizeram parte do evento representantes da OAB, Ministério Público do Trabalho (MPT), CUT, CTB e Força Sindical para fazerem uso da palavra. O SINDPREV foi representado pelo diretor José Jobson dos Santos, que participou da palestra no dia 28/05.

Durante as intervenções, os participantes celebraram a importante vitória, ainda que parcial, conquistada na Câmara Federal no dia anterior com o avanço da PEC que propõe o fim da escala 6×1. Também manifestaram expectativa de que a proposta seja aprovada pelo Senado Federal, sem alterações, nas próximas semanas.

Cícero Filho destacou que a redução da jornada de trabalho representa um dos maiores avanços em direitos trabalhistas dos últimos anos para a classe trabalhadora brasileira. Os demais representantes das centrais sindicais e entidades presentes concordaram com a avaliação, ressaltando que o momento é de fortalecimento e ampliação dos direitos dos trabalhadores.

Aberto o espaço para manifestações da plateia, representantes de diversas categorias apresentaram preocupações e demandas específicas:

Comerciários: relataram que muitos trabalhadores do comércio têm receio até mesmo de conversar sobre seus direitos ou apresentar denúncias aos representantes sindicais nos locais de trabalho, por medo de represálias.

Construção Civil: denunciaram que cerca de 70% dos trabalhadores do setor estão sendo pressionados a se tornarem Microempreendedores Individuais (MEI), ampliando o processo de pejotização e a retirada de direitos trabalhistas.

Bancários: destacaram que, historicamente, setores da elite econômica brasileira sempre argumentaram que conquistas trabalhistas, como o 13º salário, o adicional de um terço de férias, a jornada de 44 horas semanais e, agora, a proposta de redução para 40 horas, levariam à quebra da economia nacional. Segundo os representantes, tais previsões nunca se concretizaram e servem apenas para justificar a ampliação dos lucros às custas da saúde e do esforço da classe trabalhadora.

Representantes do Sindicato das Assistentes Sociais e do SINDPREV-AL ressaltaram que a atual crise do capitalismo está associada também à crise ambiental, provocada pelo uso excessivo de recursos naturais e pela degradação do clima em escala global. Destacaram ainda que a exploração da mão de obra, por meio de jornadas excessivas e condições precárias de trabalho, tem produzido graves consequências para a saúde dos trabalhadores. Como exemplo, citaram que cerca de 560 mil trabalhadores brasileiros foram afastados do trabalho em 2025 por acidentes laborais e casos de burnout. Também defenderam que as entidades sindicais fortaleçam sua comunicação com as bases, ampliando o esclarecimento sobre direitos trabalhistas e formas de organização coletiva.

Por sua vez, o representante do Sindicato dos Vigilantes afirmou que é necessário enfrentar a terceirização e a precarização das relações de trabalho, especialmente entre os trabalhadores que prestam serviços em órgãos públicos. Segundo ele, as condições atualmente impostas a esses profissionais são incompatíveis com a valorização e a dignidade do trabalho.

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