8 de setembro de 2026

32º Grito dos Excluídos: Por Soberania, Democracia e contra a violência de gênero

O Grito dos Excluídos e Excluídas tomou as ruas de diferentes partes do país nesta segunda-feira (7), com manifestações em defesa da terra, da moradia, da paz e da soberania. Em sua 32ª edição, a mobilização lembrou, neste dia da independência, demandas que fazem parte da vida de milhões de brasileiros e brasileiras, como o direito de ter onde morar, viver com segurança e participar das decisões sobre os rumos do país. Em Maceió, a manifestação se concentrou na Praça Sinimbu e logo após o desfile militar, tomou orla da capital, em passeata pela antiga Praia da Avenida.

Com o tema “Vida em Primeiro Lugar!” e o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”, os atos também deram visibilidade à violência contra as mulheres, aos conflitos no campo, às desigualdades sociais e à defesa da democracia. A proposta foi ocupar o Dia da Independência com uma pergunta que atravessa a história do Grito: de que vale falar em independência quando tantos brasileiros ainda não têm seus direitos básicos garantidos?

Histórico e reivindicações

Desde 1995, quando foi realizado pela primeira vez, o Grito reúne movimentos populares, sindicatos, pastorais, igrejas e outras organizações para levar às ruas as reivindicações de quem enfrenta as desigualdades no campo e nas cidades. Ao longo de três décadas, a mobilização se transformou em um espaço de participação e organização popular, conectando diferentes lutas em torno da defesa da vida e da dignidade.

O lema de 2026 foi definido após debates entre articuladores e articuladoras do Grito em todo o país e levou em conta a conjuntura nacional e internacional, a Campanha da Fraternidade da CNBB e as reivindicações dos movimentos populares. A mobilização chamou atenção para conflitos por terra, falta de moradia, guerras, defesa da soberania e, especialmente, para a violência contra as mulheres.

A expressão “Mulheres Vivas” destacou as desigualdades que atingem principalmente mulheres negras, periféricas, camponesas, indígenas e chefes de família. A defesa da soberania também esteve presente nos atos, associada à proteção dos recursos naturais, da democracia e ao direito de a população decidir os caminhos do Brasil. A Coordenação Nacional do Grito reúne 21 organizações, entre elas a CUT, o MST, o MAB, a CNTE, a Comissão Pastoral da Terra e a Central dos Movimentos Populares.

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