SINDPREV denuncia grande quantidade de trabalhadores da Saúde Estadual atuando de forma precarizada, sem direitos trabalhistas
Diretoras do SINDPREV-AL, Olga Chagas e Maria Moura, realizaram inspeções nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Chã da Jaqueira e do Jaraguá. O que se constatou é uma situação alarmante: um contingente expressivo de profissionais da saúde atua sob condições de total precarização, privados de direitos trabalhistas fundamentais, como afastamento remunerado por doença, décimo terceiro salário e terço de férias.
A denúncia aponta que essa realidade não se limita às duas unidades, estendendo-se a toda a rede estadual de saúde. Diante desse quadro, torna-se urgente uma intervenção do Ministério Público do Trabalho (MPT) para coibir o que o Sindicato classifica como uma “prática nefasta de retirada de direitos”, que deixa milhares de trabalhadores desprovidos das garantias mínimas estabelecidas em lei.
O recente anúncio de concurso público para a área da saúde, embora visto como um avanço, é considerado insuficiente pelo SINDPREV-AL. A estimativa é que o certame não supra nem a metade da necessidade real de pessoal, o que, segundo a entidade, abre brecha para a manutenção de contratações irregulares. O Sindicato reafirma seu compromisso de acionar todas as instâncias cabíveis para barrar o que chamou de “desastre trabalhista”.
A direção do Sindicato finaliza cobrando dos futuros gestores, que serão eleitos nas próximas eleições, uma ruptura com a atual política de contratações, que classificam como “quase escravocrata”, e a realização de concursos públicos na modalidade determinada pela Constituição Federal.
























