13 de abril de 2026

SINDPREV-AL DENUNCIA: A Geap Autogestão em saúde atravessa momento crítico

No período de 06 a 10/04/2026, a vice-presidenta do SINDPREV-AL, Alessandra Buarque compôs uma caravana a Brasília composta pelos/as dirigentes dos Sindicatos de Alagoas, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraíba e a Associação A GEAP É NOSSA, com o objetivo de buscar respostas sobre a saúde financeira da GEAP. O principal ponto do grupo é sobre os reajustes aplicados pela operadora, que repassa aos beneficiários os custos da gestão ineficiente da GEAP e as várias demandas dos/as servidores/as públicos sobre a qualidade do atendimento prestado pela operadora.

Prejuízo

Segundo os dados do Painel Econômico-Financeiro da Saúde Suplementar (divulgados pela ANS em 03/06/25), a GEAP vem operando com resultados líquidos negativos por sete trimestres consecutivos e com registro de sinistralidade acumulada de 99%, índice muito acima do patamar considerado sustentável no setor, que varia entre 80% e 85%. Os números escancaram o descontrole das despesas assistenciais e evidenciam falhas graves na condução administrativa da operadora.
Mesmo vivenciando a situação do descredenciamento de hospitais, clínicas e laboratórios em diversas regiões do país, intensificado a partir de novembro de 2025, além da suspensão de serviços por prestadores, os beneficiários vêm pagando a conta dos desmandos da gestão da GEAP.

Idosos prejudicados

O Conselho de Administração da GEAP (CONAD) composto por representantes do governo (MGI, INSS e Ministério da Saúde) e por três representantes eleitos pelos beneficiários, aprovou a Resolução GEAP/CONAD nº 913/2025, publicada em 16 de dezembro, no âmbito do Convênio por Adesão nº 001/2024, firmado com a União por intermédio do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), com percentuais variando entre 4,68% e 19,78%, com eficácia a partir da competência 02/26. Os maiores percentuais de reajustes incidem exatamente nas faixas etárias acima de 59 anos, com maior desdobramento para as pessoas idosas sem condições financeiras de pagar o plano de saúde.

Números negativos

A saúde financeira da GEAP vem preocupando as entidades e os/as servidores/as públicos assistidos pela operadora, cujos reajustes praticados pela GEAP para sanear as contas não vêm se traduzindo em melhorias no atendimento aos beneficiários. Segundo informações da GEAP a operadora reportou um faturamento superior a R$ 5,5 bilhões em 2025 que se deve ao crescimento do número de beneficiários; porém, dados da ANS apontam que a GEAP opera no vermelho.

Cadê o dinheiro?

Nós queremos saber: aonde está indo parar o aporte de recursos de mais de 80% feito mensalmente pelos/as servidores/as públicos, seus dependentes e agregados, reforçado pelo crescimento da carteira divulgado pela GEAP? Na prática, os beneficiários enfrentam redução da rede credenciada ao mesmo tempo em que são penalizados com mensalidades mais altas. É inadmissível que os beneficiários da GEAP paguem a conta dos desmandos da gestão.
Reafirmamos nosso compromisso com a defesa da garantia da assistência à saúde aos servidores públicos, prevista no artigo 230 da Lei n.8112/90 e na defesa da operadora GEAP Autogestão em Saúde, patrimônio dos servidores, pois mantida com aporte de seus recursos mensais, enquanto a União responde por menos de 10% dos recursos da operadora.

A GEAP É PATRIMÔNIO DOS/AS SERVIDORES/AS!
JUNTE-SE A NÓS NA DEFESA DA GEAP!

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