30 de junho de 2025

Super-ricos no Brasil não pagam imposto como deveriam e ainda prejudicam a maioria da população

Isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil deve vir acompanhada da contrapartida de cobrança mínima sobre quem ganha mais de R$ 50 mil por mês

No Brasil os chamados super-ricos, aqueles que têm bilhões e ficam cada vez mais ricos com a especulação financeira no tal mercado, pagam muito pouco imposto. Bem menos que a maioria do povo trabalhador, empreendedor e classe média. Uma pessoa que ganha mais de R$ 1 milhão, muitas vezes, paga uma alíquota imposto de renda menor do que uma professora, do que um policial militar, do que um bombeiro, do que uma enfermeira. E isso é um retrato da desigualdade de renda no Brasil.

Para resolver esse problema histórico, o governo do presidente Lula enviou ao Congresso uma Medida Provisória, onde os mais ricos teriam que pagar mais imposto, enquanto quem ganha até R$ 5 mil ficariam isentos de taxação. Infelizmente, o Congresso Nacional tem em seus quadros senadores de deputados federais ricos e que trabalham para continuarem ricos, sem pagar imposto.

Um estudo do Ministério da Fazenda mostra que o Brasil tem condições de não cobrar mais imposto de renda de quem ganha até R$ 5 mil por mês. Mas para que isso aconteça, é fundamental que o Congresso Nacional aprove também a taxação dos super-ricos.

O estudo elaborado pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda analisou como ficaria o cenário fiscal do país com a aprovação do Congresso Nacional do projeto de lei que prevê a ampliação da isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês.

Pela proposta do governo, quem tem renda maior que R$ 5 milhões por mês, por exemplo, paga apenas 5,67% de alíquota real de imposto. Com a reforma proposta pelo governo federal, a alíquota sobre a renda bruta dos mais ricos aumentaria de forma escalonada, chegando a 10% para quem ganha mais de R$ 1,2 milhão por ano.

Assista ao vídeo:

 

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