24 de outubro de 2023

SINDPREV-AL e outros sindicatos exigem do Governo do Estado saída do Hospital Portugal Ramalho da área da tragédia da Braskem

Na reunião foram apontadas os inúmeros problemas causados pela situação, levando a um quadro grave de insegurança geral, além de prejudicar o trabalho dos servidores devido a carga horária e a falta de transporte para o local.

Reunião com servidores e gestores do Hospital Portugal Ramalho realizada na manhã desta terça-feira (24), o SINDPREV-AL participou da assembleia juntamente com outros Sindicatos para debater as demandas do Hospital  Escola Portugal Ramalho e para cobrar do Governo do Estado e da Braskem uma solução para a realocação do Hospital Portugal Ramalho que ainda funciona na chamada ‘boca do buraco’, causado pela exploração de Salgema na área, ocasionando a maior tragédia ambiental da história de Alagoas e uma das maiores do Brasil.

O nosso Sindicato compareceu à reunião e foi representado pelos dirigentes, Ronaldo Alcântara (presidente), Olga Chagas (Secretaria de Comunicação), Valda Lima (Secretaria Geral) e Francisco Mata (Secretaria de Relações com os Núcleos Regionais e Municipais). A secretária de Seguridade Social do SINDPREV-AL, Alessandra Costa também participou da reunião representando o SASEAL, Sindicato do qual ela é presidenta.

Na reunião foram apontadas os inúmeros problemas causados pela situação, levando a um quadro grave de insegurança geral, além de prejudicar o trabalho dos servidores devido a carga horária e a falta de transporte para o local. Isso sem falar no próprio risco de desabamento do prédio e do solo na região, o que motivou a desocupação habitacional da área, obrigando mais de 40 mil famílias a saírem do local.

A reunião teve como principal motivação a demora do Governo do Estado entrar em acordo  com a Braskem para agilizar a construção do novo Hospital para transferência do Portugal Ramalho. A reação dos trabalhadores aconteceu ainda pelo envio para a Assembleia Legislativa por parte do governador Paulo Dantas de um Projeto de Lei que tratava do caso e depois foi vetado pelo próprio Governo. Assim, Hospital Portugal Ramalho continua funcionando sem que o Estado e a Braskem concretizem sua realocação, pondo em risco a vida e a segurança de todos os usuários, familiares, funcionários, estudantes e servidores.

Indignação

É importante destacar que enquanto o Estado e a Braskem estão nas disputas políticas, os trabalhadores padecem com a incerteza de segurança e o medo de que aconteça o pior . Não ė possível que diante dos prognósticos de uma  catástrofe não haja por parte dos responsáveis medidas preventivas que assegurem minimamente a segurança dos usuários e trabalhadores. A vida dessas pessoas  não pode ser tratada pelo viés das  disputas insanas de quem não tem compromisso com o coletivo, se faz necessário e urgente uma ação emergencial para evitar um mal maior.

 

Unidos

A reunião contou com a participação e adesão de vários sindicatos que definiram como proposta de ação, atos de protestos, denuncias nos órgãos competentes e audiência pública para pressionar o Governo do Estado e a Braskem de viabilizarem com rapidez essa demanda. Também foi solicitado o retorno da escala de 24horas para os servidores que quiserem aderir, principalmente para os que residem fora da capital. Essa escala já havia sido liberada no período da pandemia e foi suspensa.
O SINDPREV-AL e demais sindicatos se comprometeram de dar encaminhamento as demandas que foram apresentadas.

Abaixo a Omissão do Estado! Abaixo a Omissão da Braskem!

 

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