16 de abril de 2020

SINDPREV-AL denuncia ao Ministério Público que HGE não está realizando testes para detectar Covid-19 nos profissionais de saúde

Pela falta de testes, os trabalhadores do HGE estão trabalhando às cegas, sem saber se já foram contaminados

O Departamento Jurídico do SINDPREV-AL fez uma denúncia formal ao Ministério Público Estadual (MPE) por conta da falta de testagem para os profissionais de saúde do Hospital Geral do Estado (HGE). Como não há uma política de testagem eficiente, os trabalhadores do Hospital estão exercendo suas atividades sem saber quem já foi contaminado. Com isso, muitos podem estar infectados, podendo contaminar outros servidores e também os próprios pacientes. A responsabilidade recai sobre a gestão da saúde estadual e também do Governo do Estado, que está expondo seus funcionários, sem que haja controle na contaminação a partir da testagem permanente do corpo técnico de saúde que atua no HGE.

Em recente reportagem da imprensa local foi divulgado que Alagoas tem atualmente dez profissionais de saúde com o novo coronavírus; sendo seis enfermeiros, dois técnicos de enfermagem e dois médicos. Em todo o Brasil quase dois mil profissionais já foram contaminados devido ao seu trabalho de risco.

A situação é ainda mais grave devido a falta de equipamentos adequados para o trabalho de risco dos profissionais de saúde. O SINDPREV-AL já entrou com ação na Justiça Federal para obrigar o governo a fornecer esses equipamentos aos trabalhadores. O SINDPREV-AL também já encaminhou ofícios à Secretaria Estadual de Saúde (SESAU) e direção do HGE.

Em todo o Brasil, vários relatos, imagens e vídeos de trabalhadores da saúde, como médicos, enfermeiros e agentes comunitários de saúde, entre outros, estão atuando sem os equipamentos adequados como viseira, máscara e avental – no atendimento em geral – e máscaras N95, gorros e macacão impermeável – nas unidades de terapia intensiva e enfermarias. Além desses equipamentos de proteção individual, faltam ainda os mais básicos como luvas, álcool em gel e sabão líquido. Pesquisadores, associações e sindicatos já se manifestaram mostrando que com a falta destes materiais, a saúde do trabalhador ficará comprometida e o déficit de profissionais pelo afastamento por conta da contaminação poderá deixar o Sistema Único de Saúde em colapso.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *