23 de março de 2020

Movimento Unificado dos Servidores de Maceió repudia declarações do secretário Thomaz Nonô

Servidores exigem respeito e cobram condições de trabalho dignas para enfrentar a pandemia do coronavírus

O Movimento Unificado dos Servidores Públicos Municipais de Maceió vem a público repudiar as recentes declarações do secretário de Saúde de Maceió, José Thomaz Nonô que denigrem os servidores, com claro objetivo de fazer proselitismo político para encobrir uma situação de completo abandono nas Unidades de Saúde da capital.

O Movimento Unificado reafirma as denúncias de que falta de água potável para o consumo dos servidores e usuários até luvas, máscaras e outros materiais, indispensáveis para o trabalho diário, ainda mais agora para combater a pandemia do novo coronavírus.

Os servidores da Saúde de Maceió são profissionais do mais alto grau de excelência, o mesmo não dá para dizer dos gestores, que negligenciam o abastecimento dos insumos necessários ao trabalho, levando ao caos o atendimento. Em pelo menos 28 Unidades de Saúde de Maceió foram encontradas irregularidades, inclusive com a falta de água para o trabalho.

O secretário não entende que os servidores da Saúde são seres humanos, necessitando de cuidados e defesas contra o coronavírus, exatamente propagar a contaminação.

O Movimento Unificado exige que o secretário cumpra suas atribuições, respeitando as vidas dos servidores e também dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os trabalhadores denunciam a situação de calamidade em muitas Unidades de Saúde, que não estão preparadas para o grande desafio de enfrentar uma das maiores pandemias da história da humanidade.

Queremos que sejam respeitados os protocolos estabelecidos por autoridades federais e estaduais, garantindo a integridade dos trabalhadores com mais de 60 anos de idade, bem como os acometidos de doenças que os colocam em grupos de risco. Muitos desses trabalhadores são hipertensos, diabéticos e, sim, correm risco de contrair a doença, chegando, dependendo da resistência individual, até ao óbito.

Queremos uma saúde para todos, mas que os trabalhadores tenham garantidos sua dignidade, direitos e respeito por parte dos gestores e da sociedade como um todo.

 

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