13 de dezembro de 2018

74 mil famílias já desistiram da Geap, por incapacidade de pagamento

Geap é financiada com recursos deles próprios, da ordem de 85% do valor das mensalidades, sendo que apenas 15% são pagos com contribuição do governo federal
Escrito por: Sintfesp GO

Reunião da mesa nacional de negociação com a Geap, em Brasília, tratou de alternativas que visam viabilizar economicamente o plano, mantendo quem ainda está e trazendo de volta servidores que por falta de condições de pagar as altas mensalidades acabaram expulsos. Diretores do Sintfesp-Go/To, Terezinha Aguiar, Mauro Mota e Mara Regina participaram da reunião que contou com a presença de representantes de entidades nacionais como Fenasps, CNTSS/CUT e Condsef.

 

Sindicatos, Fenasps e CNTSS/CUT tentam em diálogo com a Geap construir alternativa que garanta o autofinanciamento do plano de saúde de milhares de servidores públicos federais, de modo que tenham condições para pagar e se manter ou voltar para o plano de saúde. Diretores do Sintfesp-Go/To, Terezinha Aguiar, Mauro Mota e Mara Regina participaram em Brasília de reunião da mesa nacional de negociação com a Geap.

 

Servidores públicos federais de vários órgãos têm há 70 anos um plano de saúde, a Geap, que é financiada com recursos deles próprios, da ordem de 85% do valor das mensalidades, sendo que apenas 15% são pagos com contribuição do governo federal. Esse plano de saúde em vez de dar tranquilidade ao servidor, seja na prevenção ou no tratamento de doenças, nos últimos anos tem sido uma verdadeira dor de cabeça para a maioria dos trabalhadores e aposentados que dele se utilizam. Isto porque os valores e os reajustes das mensalidades têm sido muito acima da capacidade de pagamento da categoria, o que, na prática, têm expulsado servidores do plano. É o que afirma a Diretora do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência Social nos Estados de Goiás e Tocantins – Sintfesp-Go/To, Terezinha de Jesus Aguiar. “Pessoas que têm 70 anos de idade e contribuíram com o plano por 40 anos estão saindo por não darem conta de pagar”, denuncia.

 

Segundo Terezinha Aguiar, somente numa das modalidades do plano, o “Geap Saúde”, 53 mil famílias assistidas abandonaram o plano. E no plano “Família”, que além de familiares diretos atende também agregados, 21 mil famílias tiveram que deixar a Geap. São, portanto, 54 mil ex-geapeanos fora do plano.

 

Visando encontrar um novo modelo mais solidário de contribuição sem afetar a sustentabilidade da empresa, discutindo a gestão e critérios que impactam no valor atual do plano, mas que considere como fundamental a capacidade de pagamento dos servidores, ontem, 4 de dezembro, em Brasília, foi realizada a 6º reunião da mesa nacional de negociação sobre a Geap, que contou com a participação de três diretores do Sintfesp: Mauro Mota, Mara Regina e Terezinha Aguiar.

 

Para falar sobre o resultado da reunião, Terezinha Aguiar, que é também diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social – CNTSS/CUT, concedeu a seguinte entrevista à Rádio do Trabalhador. A diretora do Sintfesp afirma que os valores atuais das mensalidades da Geap, na prática, têm expulsado servidores do plano. “Pior do que estar inviável é expulsar pessoas que têm 70 anos de idade e contribuíram com o plano por 40 anos!”, denuncia. Segundo ela, só no Geap Saúde, 53 mil famílias assistidas saíram do plano. No plano Família (agregados) 21 mil famílias tiveram que deixar a Geap.

 

Esse quadro exige mesmo a busca de alternativas que mantenham quem está e reincluam quem saiu do plano, daí a importância da reunião desta semana com a Geap que contou com a presença de técnicos em cálculo atuarial que apresentaram um diagnóstico e proposta visando equacionar o problema.

A íntegra da entrevista pode ser assistida em nosso Facebook, neste link: https://bit.ly/2rp9w3W

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