12 de julho de 2018

Concursados da Reserva Técnica da Uncisal exigem contratação imediata

Dezenas de trabalhadores concursados da chamada Reserva Técnica da Uncisal realizaram um ato público de protesto pela contratação imediata. O ato aconteceu em frente ao Hospital de Doenças Tropicais (HDT) nesta quarta-feira (11) tendo total apoio do SINDPREV-AL. Eles cobram a nomeação dos candidatos aprovados no concurso público de 2014, com validade até 2019.

A principal vitória nesta manifestação foi o fato do reitor da Uncisal, Henrique de Oliveira Costa ter feito uma reunião com os integrantes da Reserva Técnica e se comprometido em encaminhar para a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (SENGE) o estudo sobre o redimensionamento das vagas existentes na Uncisal. Com este estudo será possível estabelecer as necessidades com a contratação dos concursados. O reitor fez questão de dizer na reunião que o ato de nomeação é de responsabilidade do Governo do Estado e que a Uncisal não tem autonomia para as contratações. A pró-reitora de Gestão de Pessoas da Uncisal, Margareth Tavares também esteve presente à reunião com os concursados.

Vale registrar que no ato estavam profissionais não só da Saúde, mas de várias outras profissões, cujos profissionais foram aprovados no concurso.

Pelo SINDPREV-AL participaram do ato e da reunião com o reitor os diretores: Célio dos Santos, Olga Chagas, Valda Lima e Chico Mata (também representante do Conselho Estadual de Saúde).

Organizações Sociais gerenciando órgãos públicos

Durante o ato os trabalhadores denunciaram a entrega de órgãos públicos por parte do Governo do Estado as Organizações Sociais (OSs), que nada mais são do que a privatização do serviço público, principalmente na área de saúde. O Governo de Alagoas publicou decreto direcionando uma OS para gerenciar o Hospital da Mulher. Há informações ainda extra-oficiais de que a intenção do governador é entregar outros órgãos da Saúde para gerenciamento através das Organizações Sociais, como: Hospital de Rio Largo e até o novo hospital Metropolitano.

Os trabalhadores e usuários do serviço de saúde não podem deixar que a saúde seja tratada como mercadoria, o que ocorre inevitavelmente com o controle da iniciativa privada sobre o setor. Não se pode permitir que a classe trabalhadora sofra tamanho ataque de seus direitos, desde os usuários dos serviços que passarão a ser atendidos a partir de metas e não de suas necessidades, e até os trabalhadores do setor saúde que perdem sua autonomia no trabalho, têm seus direitos flexibilizados e não possuem mais estabilidade no emprego.

Dessa forma, é preciso lutar contra a privatização e mercantilização da saúde; contra as OSs, OSCIPs e Fundações Estatais de Direito Privado; contra a extinção dos servidores públicos da saúde, flexibilização dos direitos dos trabalhadores da saúde e contratação por regime CLT; contra a lógica empresarial na saúde; e contra as metas.

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